quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Chacina de Vigário Geral: 15 anos

Na noite de 29 de agosto de 1993 mais de 40 homens mascarados, armados com metralhadoras, escopetas, pistolas e granadas, invadiram a favela de Vigário Geral, zona norte da Cidade do Rio de Janeiro, provocando grande terror.
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Divididos em três grupos, foram responsáveis pelas horas mais dolorosas e terríveis para pessoas de bem, onde incendiaram traillers e motocicletas, cortaram fios telefônicos e destruiram orelhões.
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O saldo foi de 21 pessoas mortas, nenhuma com antecedente criminal. Entre elas, sete estavam em um bar e oito perteciam a uma família evangélica. O que se pode perceber cotidianamente é que nas famílias de baixa renda as crianças não tem acesso a lazer de forma adequada, e seus pais vivem a constante preocupação em saber que seus filhos são humilhados, discriminados e agredidos de diversas maneiras.
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Apesar de completar no próximo 29 de agosto, 15 anos da chacina de Vigário Geral, continuamos a registrar que todos os dias inumeras pessoas inocentes morrem nesta guerra sem fim!
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DIA DE LUTA DO POVO CONTRA A VIOLÊNCIA
DIA 29 DE AGOSTO!
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(informações disponibilizadas pela Agência de Notícias das Favelas - ANF)
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quarta-feira, 13 de agosto de 2008

II Seminário de Políticas Públicas de Juventude



Seminário mobiliza jovens cristãos para participação política em questões da juventude no país







Sensibilizar e mobilizar lideranças juvenis de igrejas e organizações evangélicas para as questões da juventude brasileira e participação no processo de elaboração das políticas públicas para o segmento. Estes são os principais objetivos do II Seminário de Políticas Públicas de Juventude, que ocorre nos dias 29 a 31 de agosto, em São Paulo. O evento é organizado pelas entidades evangélicas que fazem parte do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve): Aliança Bíblica Universitária do Brasil (ABUB), Rede Fale e Jovens Com Uma Missão (Jocum). O evento pretende ser um espaço de reflexão sobre a participação evangélica na sociedade e de capacitação para jovens que pretendem se envolver nas questões de juventude com o intuito de promover valores cristãos como justiça e dignidade humana.

O Seminário reúne membros das organizações que possuem representação no Conjuve, lideranças de grupos juvenis de igrejas e entidades evangélicas, jovens que têm acompanhado os processos de implantação dos conselhos municipais, estaduais e nacional de juventude e membros de igrejas interessados em participar dos espaços de diálogo e discussão sobre políticas públicas de juventude (PPJs).

A programação inclui devocionais, palestras com sociólogos e membros do Conjuve sobre as políticas públicas de juventude (PPJs) no Brasil e inserção cristã nos contextos sociais, além de atividades culturais e reflexivas. Os participantes ainda devem elaborar uma atividade prática em igrejas da capital paulista. Além do espaço para o debate, a intenção é capacitar líderes para a atuação no acompanhamento das PPJs e participação em fóruns, grupos de trabalho e conselhos de juventude em todo o país. (por Priscila Vieira)


retirado de Agência Soma (aqui)

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Mês da Juventude na PIBSG e Fórum R.E.V.E.R. (AGOSTO)

EVANGELHO RADICAL
VIDA CRISTÃ À LUZ DA MISSÃO INTEGRAL
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Com o objetivo de desafiar a igreja, especialmente os jovens, ao compromisso de viver a missão integral em todos os aspectos de sua vida diária, durante o mês de agosto de 2008 – Mês da Juventude, a Primeira Igreja Batista em São Gonçalo e o Ministério Lançadores de Rede promovem uma ampla reflexão sobre as marcas e desafios de um Evangelho Radical.
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Diversas preleções serão realizadas por meio de uma abordagem simples e contextualizada sobre o estilo de vida radical proposto por Jesus em seu discurso sobre as “bem-aventuranças” com o propósito de que cada pessoa seja capaz de perceber os desafios que a cercam em sua própria realidade e possa respondê-los à luz da missão integral.
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Estão confirmadas as participações do Pastor e historiador Ziel Machado, Secretário Regional da Comunidade Internacional de Estudantes Evangélicos (CIEE América Latina) e do Pastor Olgálvaro Bastos Jr, Coordenador do Tribal Generation América Latina.
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No dia 09 de Agosto, a partir de 15h, na sede da PIB em São Gonçalo, será realizada a primeira edição do Forum R.E.V.E.R – Reflexão, Engajamento e Visão para um Evangelho Radical, um espaço de diálogo e troca de experiências sobre os principais aspectos sociais do nosso tempo e suas implicações para a agenda missionária da igreja. Sob o tema “Quem se compromete com seu tempo, deixa marcas na história”, o evento promove uma Mesa de Discussão impulsionada a partir da exibição do documentário “Ilha das Flores”, de Jorge Furtado, com foco em temas atuais como a sociedade de consumo, desperdício e desigualdade social. Participam da mesa o Sociólogo e Diretor Pedagógico do ICEC (Instituto Cristão de Estudos Contemporâneos) Gedeon Alencar, o Coordenador Executivo da ONG de circo social “Se Essa Rua Fosse Minha” Cláudio Barria e o Ministro de Educação Religiosa da PIB em São Gonçalo, Jonathan Bahia.
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Como resultado prático dessa iniciativa, estaremos desenvolvendo no dia 23 de agosto de 2008 uma ação de extensão junto à comunidade em Bairro das Palmeiras, na cidade de São Gonçalo, que irá consistir na disponibilização à população local de atendimento médico e consultoria jurídica e no desenvolvimento de atividades culturais e recreativas, cultos nos lares, além da inauguração de uma Biblioteca Comunitária.
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A abertura do Mês da Juventude e do Forum R.EV.E.R será na sexta-feira, dia 08 de Agosto de
2008 às 19:30h.

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Mais Informações:
Liana Santos
Tel.: 21 - 26050362 ; 21 - 82332533
lianinhavs@gmail.com
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Rua Cel. Moreira Cesar, 175, Centro – São Gonçalo
http://www.lancadoresderede.com/

terça-feira, 22 de julho de 2008

Justiça Social Também é Vida Devocional

“Justiça social também é vida devocional”: o lugar da justiça social na espiritualidade cristã.
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por Pedro Grabois*
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Existe uma forte tendência do ser humano em querer separar matéria e espírito. Desta percepção fragmentada da vida surge uma outra separação: a que é feita entre justiça e espiritualidade. São muito comuns os discursos religiosos, no meio cristão, que tratam da espiritualidade como algo que diz respeito apenas ao indivíduo, ao seu interior, à sua subjetividade. Estes tratam freqüentemente da espiritualidade, da fé e da própria verdade do Evangelho de Jesus Cristo como algo abstrato, etéreo, flutuante, pairando sobre a terra. Mas a fé é algo concreto, fincado no chão, que se relaciona diretamente com os contextos e os problemas que nos envolvem.
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Temos que nos perguntar então o que significa dizer que justiça social também seja vida devocional. Em primeiro lugar, não significa reduzir a vida devocional, a vida de fé, a espiritualidade genuinamente evangélica[1] a meras práticas sociais. Declarar que justiça social também seja vida devocional é compreender que a prática e a busca da justiça são partes integrantes essenciais à fé cristã (Miquéias 6: 8; Mateus 5: 6 e 6: 33). Quando pretendemos ser seguidores de Cristo sem levar em conta a dimensão da justiça, estamos vivendo um evangelho capenga, mutilado. Esta mensagem parcial, partida, incompleta, não é de modo algum o Evangelho de Jesus.
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Para vivermos a Boa-Nova de Jesus de maneira integral precisamos levar em consideração toda a sua vida aqui na Terra: seu nascimento, as obras que realizou em seu ministério, as parábolas que contou, o resgate da Lei que realizou a partir do amor e da defesa da vida, o jeito como olhou e cuidou do ser humano, sua morte e ressurreição. A verdade do Evangelho é a verdade de um Deus que se fez carne, de alguém que desce de uma condição espiritual, considerada elevada, para a material, até então considerada inferior. A ascese cristã não deve ser do tipo que prega que o corpo é mau e que dele devemos nos desprender para chegar à dimensão espiritual. Cristo veio em carne e anunciou a chegada do Reino de Deus aqui na Terra. A realidade espiritual do humano existe na realidade material.
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Muito da tendência do não envolvimento com a busca e a prática da justiça está ligada a esse ascetismo, uma pretensão de espiritualidade separada da matéria. Fala-se de disciplinas espirituais e de práticas devocionais fazendo referência apenas a oração, leituras bíblicas, jejum, cultos coletivos, etc. Não que estes elementos não sejam importantes, mas a vida espiritual não se resume a isto. Justiça social também é parte da vida e, portanto, também integra a vida devocional, mas também não deve ser encarada como se fosse somente mais uma disciplina espiritual, um apêndice da vida.
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Contudo, não devemos procurar um trabalho social para estar bem com Deus, ou para ter a consciência aliviada, ou para sentir que estamos fazendo a nossa parte. Não, não é nada disto. E infelizmente isto também é muito comum: pessoas se envolvendo com os problemas dos outros, pensando que assim estão resolvendo seus próprios problemas. Esta última atitude é apenas um reflexo do individualismo ensinado pelo sistema em que vivemos. Não é isto que deve orientar quem segue a Cristo na busca e na prática da justiça. O que o Evangelho traz é a perspectiva de uma vida de missão à luz do Reino de Deus. Reino de Deus implica diretamente em viver os princípios trazidos e resgatados por Cristo, de modo prático, com ações concretas. O amor pregado por Jesus é sobretudo um amor prático, que está ligado a um fazer, ligado a usar de misericórdia para com o próximo (Lucas 10: 37).
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Que nosso servir a Deus aconteça através do nosso serviço ao próximo. Que o amor que dedicamos a Deus seja manifesto concretamente no nosso amor ao próximo. Mas podemos nos perguntar: quem de fato é nosso próximo? Podemos também nos perguntar: como agir, como fazer justiça, como clamar por justiça de um modo que transforme as vidas das pessoas de uma maneira efetiva? Quando nos lançamos sobre a busca e a prática da justiça, logo percebemos que há mais perguntas e dúvidas do que certezas e respostas-prontas. Aliás, devemos fugir das repostas-prontas. Neste terreno, elas são uma armadilha terrível.
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Fiquemos então com a certeza de que o Evangelho nos traz uma mensagem de comprometimento com o Reino de Deus e sua justiça e de que é preciso esforço e dedicação para viver neste caminho. É preciso preparar-se, capacitar-se, conhecer as realidades diferentes da nossa, deixar de lado um monte de preconceitos, etc.
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É o voluntariado que vai solucionar todos os problemas? É a educação? É a ação da polícia? É a realização da reforma agrária? É a micro-política? É a visitação? É a alfabetização? Uma ação individual isolada muda uma realidade? Restam muitas perguntas sem resposta-pronta, e para resolver ou dissolver estes problemas é preciso lançar-se sobre este caminho, de prática e busca da justiça, que mistura uma série de elementos. Está claro que não é apenas um tipo de ação que dará conta dos problemas à nossa volta. A missão é integral, e deve ser pensada e realizada deste modo. Fica para nós o princípio vivo do Evangelho de Jesus que pede que dirijamos nossa atenção para a Natureza e os oprimidos da Terra. O cuidado é o novo-velho paradigma do cristianismo. Por isso afirmamos que justiça social também é vida devocional.
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Nota:
[1] Espiritualidade exercida a partir da leitura e da vivência dos Evangelhos.
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*Escrevi este texto com a intenção de mostrar em que direção aponta a minha visão sobre Justiça. (O texto foi revisado por Marcos Vichi)