Ontem, encontrei-me, assim por acaso, com Clemir Fernandes, grande amigo e importante mestre no Caminho de Luta por Justiça (agora somos também colegas de pós na UERJ).
Ele comentava sobre seu texto na Novos Diálogos, Opostos que se atraem: Marco Wyllys e Jean Feliciano, lido por milhares e recebido com críticas e elogios por uma centena de pessoas, sem falar nos compartilhamentos.
Eu mesmo quando li o texto, embora discordasse de alguns pontos, encontrei nele interessantes provocações que iam ao encontro de incômodos que também tinha tido na ocasião por ele narrada. Como conheço o Pastor Clemir e sei que a luta dele é por defesa de direitos de todos e todas, que é uma luta por justiça para aqueles/as que têm e tiveram seus direitos negados historicamente, já sabia que aquele texto não se pretendia uma reflexão exaustiva, conclusiva, canônica.
Ontem na conversa com ele, tentei expressar (e é difícil expressar o pensamento com palavras!) o quanto que há problemas na nossa "caminhada política" porque na verdade, as pessoas não sabem ou não tem um jeito de conversar, de se entender, de ler, de interpretar que lide com calma e com paciência diante de certos desafios (éticos, epistemológicos, estéticos, históricos, políticos, etc.).
O "pós-escrito" que o Clemir escreveu (e que está entre os comentários de seu próprio texto) é muito interessante no que diz respeito aos modos de pensar e reproduzo-o aqui abaixo: (reparem que essa questão dos modos de pensar não me interessa por acaso, não é atoa que estou no campo da Filosofia...risos)
